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OPERAÇÃO DA PF COMPROVA DENÚNCIAS FEITAS PELA ANMP EM 2018

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anmp

Na data de ontem (29/6), a Polícia Federal deflagrou a operação Bouchonée, no bojo da qual foram emitidos mais de 50 mandados de busca e apreensão em diversas capitais e na qual são apurados desvios de recursos públicos por meio de contratos fraudulentos da empresa RSX Informática, do ramo de tecnologia da informação. Entre os alvos da operação estão o ex-Ministro da Integração Antônio de Pádua e o ex-Presidente do INSS e atual subsecretário de TI do Distrito Federal, Francisco Paulo Soares Lopes.

A denúncia de que o ex-Presidente do INSS, Francisco Lopes, participava de uma quadrilha instalada dentro do governo, especializada em fraudar contratos de TI com Ministérios e Órgãos Públicos, foi veiculada através de uma matéria exclusiva do Jornal O GLOBO, em 15 de maio de 2018. O episódio culminou na demissão do antigo mandatário do INSS pelo Governo Federal.

Apesar de também ter sido condenado pelo TCU à pena de devolução do dinheiro desviado e de proibição de ocupar cargos públicos, inacreditavelmente, Francisco Lopes passou a ocupar, há alguns meses, o cargo de Subsecretário de TI do Governo do Distrito Federal, onde já estava sendo alvo de denúncias por ilícitos similares.

O Governador do DF, Ibaneis Rocha, acolheu em seu governo boa parte da turma envolvida direta ou indiretamente nessa barafunda em torno da RSX,  incluindo pessoas próximas a Francisco Lopes no INSS, como o então procurador-geral da autarquia, ex-comodoro do Iate Clube do DF e sucessor de Lopes na Presidência do INSS, Edson  Garcia (Gestor da CEB) e Gustavo do Vale Rocha, ex-assessor especial do Governo Temer, advogado da união, membro do Comitê de Ética da Presidência da Republica e atual chefe da Casa Civil do DF, além do próprio Francisco Lopes.

Mais inacreditável é que o INSS, vítima da fraude perpetrada pelo grupo de Lopes, mantém até hoje em seus quadros pessoas com ligação direta ao esquema iniciado no antigo Ministério da Integração, como Flávio Ferreira dos Santos, ex-chefe da TI do INSS e membro do mesmo grupo que criou a ata de registro de preços do MI que deu origem a fraude no INSS, e Alexandre Guimaraes, que foi chefe de gestão de pessoas do INSS na gestão Lopes e agora, pasmem, é o Diretor de Integridade e Governança da Autarquia.

Sim, o Diretor de Integridade do INSS é o ex-chefe de RH de Francisco Lopes, o cara da RSX.

Ah, diante do aperto do cerco, Flávio Ferreira dos Santos deixou recentemente o INSS, não sem ser antes muito elogiado pelo atual presidente do INSS, Leonardo Rolim. Adivinhem para onde ele foi? Virou assessor da Diretoria do BRB, cujo sócio controlador e majoritário é o Governo do DF, liderado por Gustavo do Vale Rocha e Ibaneis.

Os sucessores de Lopes na presidência do INSS, a saber: Edson Garcia, Renato Vieira e Leonardo Rolim, todos sabiam das falcatruas do bando de Lopes. E, se não sabiam, foram exaustivamente alertados pela ANMP. Todos eles mantiveram em cargos altos na autarquia pessoas ligadas diretamente a essa quadrilha. Todos sabiam e sabem o que esse grupo fez. Os 22 milhões de reais bloqueados nas contas dos investigados de hoje não é nada perto do que essa turma já movimentou em dinheiro público.

Pelo visto a PF ainda vai ter muito trabalho na Operação Bouchonée. O nome da operação deve ter agradado o atual Presidente Rolim, grande apreciador de vinhos.

Diretoria da ANMP