ANMP
Em matéria publicada hoje (20/01) no Estadão, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) reconheceu a existência do passivo de 1,7 milhão de pedidos de concessão de benefícios previdenciários sob sua administração.
Ao longo de toda a matéria, não houve sequer uma única menção ao suposto acúmulo de atendimentos periciais ou ao efetivo de servidores da Carreira da Perícia Médica Federal. De acordo com a reportagem, “Do total, 1,2 milhão aguardavam ainda uma primeira análise; outras 477 mil solicitações estavam em ‘exigência’, quando o INSS pede a apresentação de documentação complementar do segurado.”
O Presidente do INSS, Leonardo Rolim, foi ouvido pela equipe do Estadão e fez questão de asseverar que o quantitativo de requerimentos pendentes de análise possui íntima vinculação com a ineficiência do aparato administrativo e de sistema da própria Autarquia.
Desde sempre, a ANMP foi a maior responsável por denunciar que a atribuição dos atrasos e dos estoques de atendimentos do INSS à Perícia Médica Federal era criminosa, pois a ineficiência e a morosidade na cadeia de processamento dos benefícios previdenciários são exclusivas da Autarquia Previdenciária.
A mudança de discurso das autoridades do INSS, especialmente do seu Presidente, demonstra que a falsa imputação de culpa à Perícia Médica Federal e a ausência de assunção da própria responsabilidade apenas atrasam o processo de recuperação do sistema de atendimentos da Previdência Social.
A ANMP permanecerá sempre vigilante e atuante para que o valioso trabalho dos Peritos Médicos Federais seja reconhecido por sua eficiência e excelência e que todas as imputações em sentido diverso são falsas e possuem frágil conteúdo populista.
Inss fecha 2020 com quase 1,7milhão pedidos de análise de benefícios na fila – Estadão
Diretoria da ANMP



