Projeto de aplicação do IFBr-M rasga a ética médica, não é científico e tem cunho ideológico anti-médico.
A ANMP vem, mais uma vez, alertar a categoria para não participar, sob nenhuma hipótese, do projeto piloto (de pesquisa, ou como queiram chamar) que visa testar o uso do IFBr-M, mecanismo similar ao usado na análise da LC-142, para avaliação do BPC LOAS.
Conforme já denunciamos, este projeto (IFBr, IFBr-A e IFBr-M) foi construído, desde 2010, com claro viés anti-médico, com cunho ideológico, negando a existência da biologia, para transformar a deficiência em mero fenômeno social, como se um grande salto de avanço de conquistas sociais, de igualdade de direitos e de diversidade, em qualquer lugar do Planeta, fosse o suficiente para anular o fato de que determinada pessoa continua tendo uma deficiência visual, auditiva, intelectual, motora, dentre outras.
Este é um modelo que possui baixa sensibilidade com elevado índice de falso positivo e que coloca não-médicos responsáveis pela avaliação de funcionalidades mecânicas e fisiológicas, em claro exercício ilegal da Medicina.
Na data de ontem, o INSS publicou uma portaria para regulamentar a execução dessa pesquisa por assistentes sociais, que terão acesso ao PMF Tarefas para tal avaliação, o que configura um completo absurdo.
Conclamamos a categoria para que não ajudem a SPMF, nem o INSS, a prosperar com essa violação às nossas prerrogativas. A participação de Peritos Médicos Federais neste projeto é considerada como ato antiético, o que deixa os colegas submetidos ao risco de sofrerem sanções. A ANMP tem o dever de alertar a categoria deste fato.
Diretoria da ANMP.




