ANMP
Diante da confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil, anunciado pelo Ministério da Saúde em 26/02/2020, de um paciente oriundo da Itália, a ANMP tem recebido diversos pedidos de associados sobre esclarecimentos a respeito de precauções sobre como se comportar diante dessa situação.
Nesse momento é fundamental que todos sigam as orientações advindas do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Infectologia.
No atual estágio da epidemia mundial, temos no Brasil apenas um caso confirmado, importado do exterior. Ainda não há confirmação de transmissão dentro do território nacional.
Todos os casos suspeitos estão sendo avaliados e tratados de acordo com os protocolos elaborados pelo Governo. Casos sintomáticos serão acompanhados por equipes do Ministério da Saúde, assim como seus contactantes.
Não há recomendação para uso contínuo de máscaras em áreas de livre circulação. O uso de máscaras cirúrgicas deve ser feito apenas em ambientes de serviços de saúde e para atendimento de casos suspeitos ou confirmados. O uso de máscaras tipo N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3 deve ser feito apenas pelos profissionais de saúde para a realização de procedimentos geradores de aerosóis (como intubação, ventilação não invasiva, etc) em pacientes suspeitos ou confirmados. (Nota Técnica no 04/2020 – GVIMS/GGTES/ANVISA).
Apesar de não trabalharmos em um serviço de saúde, sabemos que nossa rotina é realizar diariamente exames médicos periciais em cidadãos que alegam doenças incapacitantes, mas o perfil dessas doenças não é a de doenças infecciosas agudas respiratórias virais, por isso não estamos sob o mesmo grau de risco de exposição de médicos nos pronto-socorros e unidades de terapia intensiva. Mesmo que no futuro esse agente venha causar transmissão interna, os casos sintomáticos ou suspeitos ficarão sob quarentena domiciliar ou hospitalar segundo os protocolos do Ministério da Saúde.
Só serão liberados da quarentena hospitalar ou domiciliar os casos que forem descartados ou considerados curados e livres de possibilidade de transmissão. Pelo próprio conceito de quarentena, não será permitido que nenhum agente externo adentre o domicílio ou o leito hospitalar de um caso suspeito ou confirmado de coronavírus, logo não haverá como um Perito Médico Federal ser acionado para realizar exame médico pericial em um segurado com status de suspeito ou confirmado para coronavírus durante a quarentena.
As recomendações gerais para o atendimento ao público no contexto da epidemia de coronavírus são as mesmas para as outras epidemias de vírus respiratórios já enfrentadas no passado: higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool gel 70%; usar máscara cirúrgica apenas em casos suspeitos, evitar tocar olhos, nariz e boca sem higienização adequada das mãos; evitar contato próximo com pessoas doentes; cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, com cotovelo flexionado ou utilizando-se de um lenço descartável;
Informações atuais sobre a evolução dessa epidemia podem ser obtidas nos seguintes sites:
http://saude.gov.br/coronavirus
Caso haja mudança das orientações, a ANMP voltará com novas recomendações.
Fontes:
Plano de Contingência Nacional para Infecção Humana pelo novo Coronavírus COVID-19 COE/SVS/MS (última atualização fev 2020).
INFORMATIVO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA: PRIMEIRO CASO CONFIRMADO DE DOENÇA PELO NOVO CORONAVÍRUS (COVID-19) NO BRASIL – 26/02/2020
Diretoria da ANMP.




