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ANMP ADVERTE CATEGORIA SOBRE CANTO DA SEREIA DA GESTÃO INIMIGA

22/12/2020

ANMP

Ontem (21/12), a SPMF publicou uma lista com o nome dos 79 novos assistentes locais/supervisores dos Chefes de Divisão. Mesmo após quase 3 semanas à procura, a SPMF não conseguiu preencher 25 vagas (Gerências Executivas do INSS) sendo que uma DR (a 22) ficou sem nenhuma nomeação.

Esta função, que não é cargo, não dá direito a qualquer gratificação. Ao contrário, os seus ocupantes perderão a garantia do adicional de insalubridade, pois os novos ajudantes da Filomena não possuirão agenda diária e, com isso, não se enquadrarão mais nas regras estabelecidas pelo Ministério da Economia para recebimento dessa vantagem, qual seja, ter mais de 50% do atendimento semanal em atendimento presencial de forma habitual e permanente (lembrando que é crime mentir para a administração pública).

Apesar disso, colegas se dispuseram a trair a categoria, a Associação e os seus pares ao aceitarem virar empregados e lacaios dos Chefes de Divisão de Filomena, talvez acreditando em falsas promessas (menos trabalho, possibilidade de remoção, não comparecimento em turnos indesejados, síndrome de pequeno poder sobre colegas, conto do vigário sobre manutenção de insalubridade).

Essa função foi criada na transição do SST do INSS para a nova estrutura do Ministério da Economia, para dar suporte e servir de ponte entre os novos Chefes de Divisão e a categoria na ponta do atendimento. Basicamente os 104 SST, com algumas mudanças, foram transformados em assistentes técnicos das Chefias de Divisão Regional.

Com o tempo, a estruturação das DR, dos sistemas corporativos e, em especial, a pandemia do novo coronavírus, a função se tornou obsoleta e sem sentido, sendo extinta em março de 2020, quando todos os colegas foram para o atendimento remoto.

Atualmente apenas 45% da categoria está no atendimento presencial, em apenas 1/3 das agências do INSS abertas no Brasil (as demais ainda estão fechadas para perícia médica). Boa parte do atendimento já está estruturado de forma automática nos sistemas, bem como a resolução dos sistemas. Não se faz mais “acerto de pendências” para perícia médica nas APS. Até mesmo o serviço de tutoria a colegas é prestado de forma online.

Os Chefes de Divisão e seus substitutos já contam com peritos lotados nas CR e DR para auxílio da gestão e boa parte destes estão, neste momento, em trabalho remoto. Ou seja, a criação da figura do assistente local não tem nenhuma outra função, a não ser a de dividir a categoria entre os “com e sem agenda” e entupir a área meio de colegas sem agenda, com privilégios em relação aos que estão trabalhando na ponta ou no remoto diariamente.

Fora isso, tal medida vai contra todo o esforço feito pela própria SPMF para “enxugar” a alegada fila de perícias médicas que justificaram diversas medidas drásticas por parte da gestão, dentre elas acabar com o trabalho remoto de pais e mães de filhos em idade escolar, de peritos acompanhantes de idosos, restrição da lista de doenças com direito a trabalho remoto, criação de mecanismos antiéticos de trabalho (teleperícia) e, até mesmo, o tal “exercício temporário” em APS diversas da lotação original do colega.

Claramente, a atual gestão, que fracassa diariamente em entregar para a nação um serviço eficiente e organizado, busca agora cooptar parte da categoria para ter algum apoio para se sustentar no comando. Esse filme já foi visto pela categoria em períodos obscuros da nossa história, como em 2012, quando a gestão da época, comandada pela mesma Filomena Gomes e pelo Comissário Carlos Gabas (PT, Ministro e motoqueiro da Dilma), reuniram os SST em Recife e prometeram as 20h, que nunca vieram.

Será que a categoria já se esqueceu desse e de outros episódios, como o da “minuta das 30h” ou outros momentos em que a gestão tentou enfraquecer a ANMP? Pois está ocorrendo de novo, em 2020, como os mesmos atores no poder: Filomena Gomes, Benedito Brunca e Bruno Bianco fazendo, agora, as vezes do Comissário Gabas.

Não caiam nesse conto da sereia. Vamos lembrar aqui o que vem acontecendo com a categoria desde a posse da gestão da petista Filomena:

•Fim do trabalho remoto conquistado pela ANMP

•Prejuízo a peritos pais de filhos pequenos e com parentes idosos.

•Prejuízo a peritos portadores de obesidade, hipertensão e diabetes.

•Bagunça na agenda, ora vazia, ora com overbooking.

•Retorno da ameaça de chefetes médicos subservientes ao INSS

•Retorno de chefetes do INSS querendo mandar nos Peritos Médicos Federais

•Peritos feitos de reféns dentro de APS sem internet ou sem luz porque o chefete da DR “não deixa sair”

•Epidemia de desligamentos do PGAMP (as vezes por fatos ocorridos um ano antes)

•Ameaças absurdas de desligamento do PGAMP se o perito sair de grupo de whatsapp (ilegal).

•Impedimento para peritos usufruírem do recesso + férias

•Proibição dos peritos tirarem recesso parcial, mesmo sendo contra a ordem da DGP.

•Abandono dos peritos por parte das chefias (não atendem telefone, não respondem e-mail, nem whatsapp).

•Retorno dos privilégios para os amigos.

•Chefias de DR incompetentes que desconhecem o básico da Perícia Médica, seu funcionamento e até mesmo a Lei.

•Aliciamento de Peritos Médicos para fazer trabalho de DR de forma sub-reptícia, como na DRPMF2

•Caos no RUN, com desrespeito ao Perito no anúncio do fechamento e abertura.

•Obrigação do perito médico “dar plantão” no RUN para fazer tarefas.

•Desrespeito aos peritos médicos da manhã, com excesso de tarefas.

•Indiferença às demandas da categoria.

•Submissão TOTAL às demandas do INSS, inclusive entregando ato médico para outras carreiras (IFBrM).

•Ausência da implementação do acordo da meta de 12 pontos em definitivo.

•Entrega do poder de decisão em processos de remoção a assessores ocupantes de cargos administrativos

•Sobrestamento de processos administrativos

•Assédio moral praticado por novos chefes em represália aos antigos gestores

Esse é apenas um pequeno resumo dos 3 meses de Filomena Gomes à frente da SPMF: cegueira, incompetência, entreguismo e ataques à categoria. Maldade. Não há outro nome para isso.

Quem se dispõe a participar dessa barafunda pratica traição contra os demais colegas, a categoria e a Associação, além de ajudar a afundar a carreira. Nós, da ANMP, não vamos deixar que esses vendidos façam isso, mas, se alguém ainda acha que há alguma esperança de colaborar, que a deixe agora e abandone esse barco, pois nessa Nau nós somos os escravos. Não sejam capitães-do-mato de colegas.

O nome de todos vocês ficará marcado para sempre, assim como ficaram marcados os nomes da DIRSAT petista. Quem desistir e abandonar esse projeto de traição, seja Chefe de Divisão, Coordenador, assistente, o que for, terá a acolhida e o perdão da ANMP e dos demais colegas.

Quanto à categoria, fiquem tranquilos: a ANMP está em plantão 24h por dia para garantir a manutenção e ampliação das conquistas, como ocorreu agora com a questão do recesso. Nos informem dos problemas, nos procurem sempre que precisarem, a qualquer hora do dia e da noite.

Diretoria da ANMP